sexta-feira, 10 de abril de 2009

E que sempre haja tempo para mudar de opinião...



Na imagem acima , para mim, a até então inócua banda inglesa "Radiohead".

segunda-feira, 23 de março de 2009

"Fome de Tudo"



Esta semana fui surpreendido por um amigo que acabara de escutar o álbum “Fome de Tudo” de 2007 da banda recifense Nação Zumbi, ele perguntava se seria heresia pronunciar que achara o tal álbum o melhor da banda, inclusive os que foram produzidos quando era comandada pelo venerado e realmente genial Chico Science, sorri, mas logo depois lembrei o quão "estasiado" fiquei quando ouvi este álbum, passei semanas repetindo-o, o tom melancólico das canções me cativara deveras, e como diria um certo amigo, a não extensão vocal e o tom “monocórdico” por vezes criticado do Jorge Du Peixe, atual vocalista da Nação Zumbi, funcionam bem nos tons sombrios experimentativos da Nação no álbum.
Fome de Tudo” conta também com excelentes solos de guitarra, com o ápice do Jorge Du Peixe como letrista e principalmente com a capacidade extraordinária da Nação Zumbi em se reinventar, com um tom altamente diferente do mangue beat original da banda, muito mais melancólico, a nova Nação consegue no mínimo manter o nível das outras grandes produções da banda.
Enquanto a preferência citada no começo do texto, é realmente compreensível, “Fome de Tudo” é bem produzido, foge do semi-bairrismo dos primeiros álbuns, porém enquanto a mim... não consigo esquecer que foi produzido o “Da Lama ao Caos” sob o comando do Chico Science, disco que introduz a Nação Zumbi no cenário nacional, que mostra ao Brasil o mangue beat pernambucano, que torna talvez a Nação Zumbi a banda mais influente surgida em terras tupiniquins desde os Mutantes, e brincando de escolher, pela importância do álbum de 1994 e pela pequena queda de qualidade na metade final do “Fome de Tudo”, eu fico com o “Da Lama ao Caos”.

Demonstrado a grande evolução letrista do Jorge Du Peixe, segue abaixo a canção Bossa Nostra que dá início ao álbum "Fome de Tudo":


Bossa Nostra

Composição: Jorge du Peixe
"Ninguém quer saber
O gosto do sangue
Mas o vermelho
Ainda é a cor que incita a fome
Depende da hora e da cor
Depende da hora,
Da hora, da cor e do cheiro
Cada cor tem o seu cheiro
Cada hora lança sua dor
E dessa insustentável leveza de ser
Eu gosto mesmo é de vida real
Eu levei
Minha alma pra passear
Eu levei
Minha alma pra passear
Não me distancio muito de mim
E quando saio não vou longe fico sempre por perto
Depende da hora e da cor
Depende da hora,
Da hora, da cor e do cheiro
Cada cor tem o seu cheiro
Cada hora lança sua dor"

segunda-feira, 16 de março de 2009

"Fantasia"


Fantasia, fantasia e muito mais, é a definição para o clássico de aniversário da Walt Disney de 1940, “Fantasia” como se intitula, é um conjunto de imagens, desenhos e formas que acompanham milimetricamente canções de Shubert, Bach, entre outros, todas interpretadas pela Orquestra Sinfônica da Filadélfia. O filme parece ter sido todo elaborado durante uma viagem de LSD, você se vê durante duas horas envolvido num turbilhão de imagens que perpassam por fadas, cogumelos dançantes, cavalos voadores, pelo simpático Mickey da imagem acima ou simplesmente por traços que acompanham perfeitamente clássicos como o "Quebra Nozes” de Tchaikovsky, um universo de cores, um ordenamento psicodélico genial, e se for pra direcionar a indicação: para os apreciadores dos expansores do músculo cerebral o filme é obrigatório, obrigatório!

segunda-feira, 2 de março de 2009

"São bonitas as canções..."


Há algum tempo estive esclarecendo há alguns colegas o "porque" de eu não gostar do Caetano Veloso, dizia que eu achava a sua obra falsa, em especial as de carácter de valorização à Bahia, terra natal minha e dele, além de eu já não apreciar as canções de temática citadina, eu não conseguia enxergar qualquer sinceridade nas características idealistas depositadas ao estado pelo compositor, para além das opiniões divergentes sobre o local, o ponto-chave da minha desconfiança da sinceridade do cantor reinava em outros fatos. Pois bem, a essência do caso, era realmente que eu não conseguia conceber a arte feita pela arte, sem a sinceridade embutida no processo.

Ontem por acaso esta ouvindo o álbum "Paratodos" do cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda, por quem deposito grande admiração, na "faixa 2" intitulada "Choro Bandido" parei pra pensar e fui obrigado a concordar e rever algumas crenças.

Segue abaixo o primeiro trecho da música:


"Mesmo que os cantores sejam falsos como eu

Serão bonitas, não importa

São bonitas as canções

Mesmo miseráveis os poetas

Os seus versos serão bons"


Ainda não gosto do Caetano, ainda não gosto do ufanismo citadino, mas ei de adimitir, belas canções, sinceras ou não, serão sempre belas canções.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Uma análise antes do fim


Acabo de ler a centésima página do clássico da geração beat, “On the road”, obra do mediano escritor americano Jack Kerouac, o livro conta a história do personagem-narrador Sal Paradise, um conto de uma suposta viagem de ponta a ponta dos Estados Unidos, uma aventura errante do personagem feita sem quase nenhum dinheiro, geralmente locomovendo-se através de caronas, instalando-se na casa de amigos malandrinos, vivendo toda a contra-cultura, em busca de sexo e uma boa história pra contar.Por si só o enredo já me conquistara antes de ler a obra, inclusive achava obrigatório para mim tal leitura levando em conta todo meu fetiche desbravador, porém com toda a expectativa criada o livro até agora passou longe de me causar gozos literários, apesar do estilo lingüístico rápido que me cativou, o autor até então acaba por dar uma valorização exacerbada a descrição das localidades americanas, a primeira parte do livro torna-se muito citadina, a meu ver, sem grande utilidade para desconhecedores do espaço dos EUA, principalmente para seres que portam “dislexia topográfica” e recusam-se a ler o livro com o mapa dos Estados Unidos na mão, como eu.Por fim, uma comparação para mim torna-se inevitável, li a pouco tempo “Factótum”, obra do competente Charles Bukowsky, o livro apresenta uma temática parecida com a obra do Kerouac, onde um certo personagem vagueia também pelas terras do tio Sam, porém o cinismo e a sinceridade ébria do gênio Bukowsky fascinam desde os primeiros parágrafos de leitura. Sem mais delongas, lerei o resto do livro bastante apreciado por alguns amigos e voltarei aqui para se for o caso, retratar-me com o Kerousac

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Falando nisso...




No texto anterior eu fiz uma recomendação sugestiva de visita ao blog da Gomorra, porém foi pontual, eu deixei um link onde só apareceria o meu post sobre o relatório da viagem ciclística, sendo assim, já que usei a página gomorrense pra fazer merchandising pessoal, agora utilizo esta pra fazer merchandising comunitário, deixo de lado a recomendação sugestiva própria, para fazer uma sugestiva recomendação grupal, pois é, assim que funciona o blog da República Gomorra, blog comunitário, onde qualquer um publica o que quiser, e como quiser. Claro que há brigas, discussões, discordâncias sobre o teor das postagens, mas nada que não sirva pra apimentar ainda mais a página gomorrense. Porém vá preparado, deparar-se-á com declarações apaixonadas, músicas e poesias feitas por habitantes e agregados gomorrenses, prosas, crônicas, recomendações cinematográficas, diário da Gomorra, fotos de pênis, de ânus...
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

A Viagem..


Esta é uma feição atrasada a aventura ciclística realizada por mim(ser que vos fala) e Coelho(amigo de curso) na rota Aracaju-Salvador. A viagem que me rendará o "status" de "ser aventureiro", louco, sem noção, pelo menos nos próximos 20 anos está publicada no blog da Gomorra http://gomorra69.blogspot.com/2009/01/entre-votos-de-sucesso-e-palavras-de.html. Leiam o relatório enquanto eu penso na próxima aventura para atualizar o "status", tenho até os 40 pra decidir.