
Há algum tempo estive esclarecendo há alguns colegas o "porque" de eu não gostar do Caetano Veloso, dizia que eu achava a sua obra falsa, em especial as de carácter de valorização à Bahia, terra natal minha e dele, além de eu já não apreciar as canções de temática citadina, eu não conseguia enxergar qualquer sinceridade nas características idealistas depositadas ao estado pelo compositor, para além das opiniões divergentes sobre o local, o ponto-chave da minha desconfiança da sinceridade do cantor reinava em outros fatos. Pois bem, a essência do caso, era realmente que eu não conseguia conceber a arte feita pela arte, sem a sinceridade embutida no processo.
Ontem por acaso esta ouvindo o álbum "Paratodos" do cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda, por quem deposito grande admiração, na "faixa 2" intitulada "Choro Bandido" parei pra pensar e fui obrigado a concordar e rever algumas crenças.
Segue abaixo o primeiro trecho da música:
"Mesmo que os cantores sejam falsos como eu
Serão bonitas, não importa
São bonitas as canções
Mesmo miseráveis os poetas
Os seus versos serão bons"
Ainda não gosto do Caetano, ainda não gosto do ufanismo citadino, mas ei de adimitir, belas canções, sinceras ou não, serão sempre belas canções.