
Acabo de conseguir emprestado e logo começar a ler a série da editora L&PM Pocket que reúne textos anarquistas, o volume que possuo em mãos refere-se aos textos de Pierre Joseph Proudhon, pois bem.
Proudhon nasceu na cidade de Besançon, França, em 15 de janeiro de 1809, filho de pai cervejeiro, viveu até os 12 anos no campo devido a todos seus avós serem agricultores livres, e como se pode perceber nos seus primeiros textos no livro, herdou uma nostalgia campestre absurda.
Proudhon nada mais é que o pai do socialismo científico, da economia política socialista, da sociologia moderna, pai do anarquismo, mutualismo, sindicalismo revolucionário, do federalismo e da estrutura coletivista que hoje é promovida pela autogestão. O marxismo que lhe deve muito, foi um dos principais elementos que fez esse gênio ser quase esquecido, principalmente quando o marxismo passa a ter quase uma ditadura intelectual e de toda a usurpação falaciosa que foi feita com o nome do velho Marx, foi introduzida uma injustiça gigantesca com a memória de Proudhon.
O mais interessante é descobrir que Proudhon jamais conseguiu se libertar da sua criação puritana, até quando escreve sobre Justiça, o conceito aparece como sinônimo de Deus. E inclusive foi nisso que se basearam suas primeiras teses na Academia de Breson que o aceitou pela "política de cotas" para estudantes sem fortuna na França, Proudhon foi aplaudido de pé após em uma tese transformar Moisés(o do Mar Vermelho) em um filósofo socialista. Só que a principal pauta que Proudhon trabalhou surge quando ele decide questionar algo que é tomado como mais respeitável e intríseco, mais que tem uma incoerência absurda, e por isso deveria ser negado.
"... a propriedade, de qualquer ângulo que se a considere, a qualquer princípio que se a relacione, é uma idéia contraditória. E, como a negação da propriedade levava à negação da autoridade, eu deduzia imediatamente de minha definição a este corolário não menos paradoxal: a verdadeira forma de governo é a anarquia."
Desgastado, Proudhon morre em Paris aos cinquenta e seis anos, em 16 de Maio de 1865.
Continua...





